A Garota do Capuz

A Garota do Capuz

 

por Gabriel Edgar

 

Neve, sangue, terror e morte. Assim terminou o dia. Prazer, meu nome é Chole - por favor relevem minhas inseguranças, pois temo não ser uma escritora tão hábil quanto ingênua - e contarei a vocês o dia em que dei-me conta de como são as entranhas que reviram, bombeiam vida e prazer por um corpo moribundo, como um coração pulsa na dor e no medo, como é deixar o seu corpo. O detalhe mais importante e macabro é que este corpo não era meu, mas eu o vi e senti. Vi sua dor, ouvi os gritos excruciantes de uma alma condenada, senti seu coração confrangendo-se parando a cada segundo. Eu vi a morte, e posso dizer que ela não possui misericórdia, nenhuma. As suas garras são imundas e descem velozes, dilaceram e destrincham, mordem e mastigam transfiguradas na pele de um animal demoníaco, negro e enorme. Sua respiração queima em densas nuvens brancas e derrete saliva rubra. Ela vem sem aviso algum, cegando em velocidade enorme. Não sou a morte, muito menos sua amiga e parceira. Por tanto, aviso você: pare. Pare de ler neste exato momento se possui estômago fraco, se não pode sentir o cheiro de sangue, corra o mais rápido que puder e fuja neste exato momento se não for capaz de descobrir o modo como perecerá algum dia. Sinto desapontá-lo, mas nem todos morrem em meio ao sono profundo, sem sentir dor alguma e borrar as roupas da maneira mais constrangedora. Estando você avisado, continuarei a contar os caminhos da morte, torcendo para não estar em um deles.

    Meu nome é Chole, Chole Frez, e tendo completado 17 anos, ainda morando com meus pais em uma afastada cabana na floresta, posso dizer que as únicas pessoas com quem havia tido contato até então eram minha mãe, já doente e moribunda, meu pai, um robusto lenhador, minha avó, doce e pequena, e um homem louco que chamava a si próprio de Sol - como a nota musical. Deste último há muito tempo não se sabe o paradeiro. Diz-se que quando jovem era lindo e desejável - todas as moças o queriam para si. Acontece que ele apaixonou-se pela também considerada jovem mais linda de sua cidade. Vocês devem imaginar "que casal lindo seria", mas o destino conspirou contra os dois. A moça por quem Sol estava perdidamente apaixonado caiu nos braços de um homem qualquer, sem beleza alguma, mas ao mesmo tempo apaixonante para a garota. O amor dos dois serviu para que ele percebesse que a felicidade não reside apenas na beleza, e sim no ermo de cada um. Destruído por dentro, ele abandonou sua cidade, seus parentes e amigos, dizendo que não suportaria viver ali sabendo que sua paixão se fora com outro homem. A partir de então perambula pela floresta tocando seu acordeão e cantando as mais tristes canções. Tornou-se um homem asqueroso e fétido, feio e delirante. Antes amante da beleza, agora a odeia com todas as forças. Ao menos, é o que dizem. Nas noites mais escuras, se prestarmos atenção, podemos ouvir sua voz lamuriosa deflorando nossos ouvidos, acompanhada das mais tristes notas arrancadas como lágrimas de seu velho companheiro.

    Na noite anterior à história aqui relatada, após muitas semanas de silêncio noturno, voltei a ouvi-lo. Parecia mais triste do que nunca, se é que isto é possível, e dedilhava uma canção que mesmo agora, depois de tantos anos, posso ouvir tocar em minha mente. Acordei sobressaltada, sentindo as notas escorrendo por meu corpo nu, procurando algum lugar onde residir. Instalaram-se e fizeram tremer minha espinha, congelar meu corpo e arregalar meus olhos. A janela estava aberta, e por ela vi um vulto esguio correndo silenciosamente de um lado para o outro, apenas alertando sobre sua presença pelos arbustos balançando sob seu corpo. Ele veio de longe, e conforme aproximava-se de mim o som da música aumentava cada vez mais. De repente o som se dissipou, como se pudesse ser desligado, mas ainda deixando a tensão no ar por tantos minutos que não percebi meus olhos presos em algo à frente, que não sabia o que era e tampouco queria saber àquela hora da madrugada. Voltei a dormir temerosa, ainda pescando o olhar para a janela aberta vez ou outra. Não lembro à que horas caí no sono.

    Acordei no dia seguinte com um estalo metálico. Olhei para o lado e vi a vela que havia acendido na noite anterior, perfurada por pregos que marcariam o horário de acordar, já totalmente nua. O último deles caíra e me arrancara do sono, como o previsto. Espreguiçando-me como uma gata matreira, joguei os lençóis para o lado e levantei-me da cama. Senti algo desconfortável entre as pernas logo que em pé fiquei. Olhei para baixo, descansada, e voltei a cabeça alarmada quando vi sangue correndo viscoso por minhas coxas roliças. O contraste rubro com o alvo era estranhamente sádico, como um sorriso sangrento abaixo de mim. O líquido continuou a fluir lentamente. A primeira coisa que me veio à mente foi a música de noite passada, como se suas notas tivessem penetrado em mim trazendo meu interior para fora. Então lembrei-me, constrangida, de que havia esquecido de colocar os panos em minhas partes antes de deitar, no dia anterior. Corri deixando marcas ensanguentadas pelo chão, até chegar à porta anexa ao meu quarto, onde havia uma prateleira apenas com coisas minhas, entre elas os panos brancos. Atabalhoadamente retirei-os de seu recanto pacífico, molhei um deles em água fresca, também retirada da prateleira, e limpei-me. Estanquei o corrimento com outro pano. Joguei o encharcado fora, enjoada ao ver meu interior. Já asseada, pus uma roupa totalmente branca, combinando com minha pela alva. Joguei os cabelos ruivos para trás, sob o capuz, e lavei o rosto. Calcei botas fofas e quentes. Aquele dia amanhecera extremamente frio, mais do que o normal. Meu pai já saíra para ceifar a lenha, trabalhando-a para nossa sobrevivência. Minha mãe, coitada, estaria deitada em seu quarto, tossindo e revirando-se. Estava muito doente. Quando saí pela porta de meu quarto ouvi sua voz me chamando, soando fracamente.

    -Chole... Chole... - ressoou a voz cansada.

    -Estou indo mamãe. - respondi, apressando o passo para saber o que ela desejava.

    A porta de seu quarto estava entreaberta. Empurrei-a e deixei que deslizasse para trás, rangendo dolorosamente. Mamãe estava deitada, como eu havia imaginado.

    -Venha cá minha querida. - disse, docemente.

    Sua voz foi abafada por um logo acesso de tosse. Aproximei-me dela, com pena e temendo que aquele pudesse ser seu último dia. Ela pediu que sentasse ao seu lado, e assim o fiz. Com os dedos, fez sinal para que eu me aproximasse mais, chegando perto de sua boca crispada.

    -Chole... chegou o dia, querida. Sua avó faz anos, mas não posso ir até lá, nem ela até mim. A doença me impede, e a velhice à ela. Mesmo assim... quero que ela saiba que não me esqueci. Leve... leve esta cesta.

    Mamãe aprumou-se o tanto que podia e rangeu os dentes quando uma facada a atingiu nas costas. Sua respiração entrecortou-se, a boca abrindo e fechando em palavras mudas, sugando o máximo de ar que seu frágil estado permitia. Arregalei os olhos, com medo. Ela finalmente descansou, e não conseguindo alcançar a pequena cesta, meneou a cabeça na direção em que se encontrava. Levantei e fui até lá. Havia uma cesta de vime reforçado, tampada com um pano arroxeado e cheirando a doces e guloseimas. Voltei para onde jazia minha mãe.

    -Aqui está. - disse eu, tentando reconfortá-la.

    -Isso querida... leve para sua avó. - retrucou.

    -Não! Mamãe, não posso deixá-la sozinha. Como vou saber se precisar de ajuda?

    -Eu gritarei, e você ouvirá onde estiver. Ou seu pai. - brincou, sua voz quase um sussurro. Não pude deixar de sorrir. Mamãe sempre fora assim, e nem a doença arrancara o espírito bufão.

    Aproveitando-se do curto momento de distração, mamãe voltou a falar.

    -Vá, minha querida. Não deixa de viver por minha causa. Seu pai logo estará aqui, e eu ficarei bem. Aliás, sou mais forte que vocês dois juntos! Leve os doces para sua avó, caso contrário eu realmente ficarei mal. Vá, querida, vá. Ela a espera.

    Não soube o que dizer. Fiquei quieta, mergulhada em pensamentos, sem saber como explicar que não queria, que não podia deixá-la. E se ela já tivesse partido quando eu voltasse? O pensamento de perdê-la estando longe não podia me abandonar... mas não resisti. Melhor seria não vê-la morrer a saber que seria a causadora de tal fato. Beirando às lágrimas, agarrei-me à cesta e saí de casa, apertando a alça com tanta força que os nós de meus dedos começaram a ficar vermelhos. Segurei as lágrimas. Ninguém precisava vê-las.

A trilha para a floresta iniciava logo na porta de minha casa, densa e perigosa. Papai seguira por outra, que levava para as árvores mais grossas, onde ele extraía a melhor madeira.  O sol estava nascendo, uma bola vermelho-arroxeada enorme, emitindo raios que deitavam sobre as copas das árvores tornando-as ouro instantaneamente. Pássaros cantavam por todos os cantos, e perto de mim corria um gélido riacho, onde todos os dias me banhava. Na pressa daquele dia não fiz. Queria logo voltar para casa e constatar que minha mãe estaria viva e esperando por mim, com um sorriso no rosto e os braços abertos para um terno abraço. Droga. Limpei a mente, tentando não pensar em coisas ao mesmo tempo tão felizes e tristes.

    Coloquei a cesta na mão esquerda, e com a direita fui desbravando a mata densa e perigosa. As folhas das árvores caíam constantemente, formando pequenas pilhas ao meu redor. Os galhos tentavam me agarrar em abraços, mas eu os repelia fortemente. Tendo caminhado cerca de uma hora a mata começou a rarear, e logo havia apenas uma trilha leve, sem muitos altos e baixos, mas que se seguiria por cerca de três horas breu adentro até chegar a casa de minha avó. Somente depois de todos esses anos agora percebo uma falha. Por que não tive medo de adentar a mata sozinha? Por que minha mãe, sabendo de todos o perigos, me mandara para lá sozinha, desprevenida, sem proteção alguma? Fica a incógnita, mas graças ao bom Deus nada de ruim me aconteceu aquele dia. Ao menos, fisicamente. O terror psicológico logo começou, quando eu estava no meio do caminho e já não havia mais como voltar. Primeiro ouvi estalos de folhas, galhos se quebrando. Depois veio o cheiro forte e azedo de sujeira, muita sujeira. Minha mente, antes parada, foi a mil. Sem perceber meu coração disparou, batendo como uma bigorna. Parei no mesmo instante em que o vi. O vulto voou a minha frente, escondendo-se na penumbra da floresta. Quase nenhuma luz passava pelas folhas secas e douradas, retida no alto e deixando a escuridão a volta. Poucos palmos a minha frente eram visíveis. Pressionei os olhos, tentando enxergar qualquer coisa que fosse, sem sucesso. Parecia que tudo escurecia cada vez mais, como se o dia estivesse acabando! Mas ainda era dia, como era possível? Comecei a ficar realmente com medo, e dele veio a canção. O vulto a quem eu vira saiu de sua toca, caminhando em minha direção sem medo algum. O medo estava todo em mim. Tremi o corpo todo, como se pudesse espantar o homem que se aproximava, trazendo o frio para minha alma como o inverno para meu corpo. Eu só podia estar delirando.

    Consegui distinguir o vulto com algum tempo de atraso. Fiquei surpresa ao perceber quem era. Totalmente imundo, com roupas esfarrapadas e parecendo não sentir frio algum, o indivíduo de olhos laranja faiscantes parou. Seus 1,60 demonstravam muita coisa, principalmente que ele não tomava banho há muito tempo, isso pude perceber. Apesar de saber sua história, nunca havia o visto tão de perto, nem ele a mim, imaginei. Estar em sua presença me assustou mais do que esperava. Sol puxou o acordeão para a frente, observando-me como se eu fosse de outro mundo. Os olhos faiscantes beberam meu corpo com avidez, perscrutando cada pequena curva que a roupa expunha, procurando meu interior sem escrúpulo algum. Apesar de muito bem vestida senti-me nua perante ele. Seus olhos eram tão penetrantes, tão hipnóticos. Admito não saber quanto tempo se passou, quanto tempo ele me observou, quanto tempo fiquei a sentir o cheiro podre que o homem, antes tão lindo, agora exalava. Ele pigarreou, depois de incontáveis haustos, e começou a murmurar. Era baixo demais para ouvir. Naquela ora pensei tantas coisas... um feitiço, quem sabe! Oh! O que ele fará comigo? Devo ficar aqui, parada, ou correr como louca? Oh, não sei o que fazer! Este homem me olha como carne fresca, pesando meus seios e sentindo minhas curvas, beijando meus lábios e cheirando meu doce perfume, apenas com os olhos!        Como é possível? O que fará a mim? Estou corando sem saber o porquê!

    Mil coisas vieram a minha cabeça, uma pior do que a outra, mas nenhuma delas cogitava que na verdade ele estava hipnotizado por mim, e não contrário! Ora! Dei-me logo conta disso! A boca de Sol estava entreaberta, resgada em um sorriso macabro e feliz, mas os olhos estavam tristes. Observava meu corpo roliço e vistoso, jovem e bonito. Até então não sabia que meus lábios cheios, cabelos longos, olhos verdes e seios volumosos, com curvas suaves, poderiam despertar os olhares de um homem tão cobiçosamente. Isso era belo? Não sabia. Nunca estivera com um homem. Do modo como ele me olhava, parecia me devorar à distância. Sorriu escancaradamente, mostrando dentes negros e cariados. Então parou. Abaixou a cabeça por uns instantes, talvez pensando, mas logo vi que não o era. Quando voltou-a para cima uma trilha formou-se em seu rosto, limpando a imundice que era a face mascarada. Ele... ele estava chorando! Lágrimas rolavam sem parar, caindo no chão junto a seus pés. Logo Sol começou a soluçar, fazendo o peito saltar descontroladamente. Os murmúrios tornaram-se berros descontrolados, gritos de dor! Era difícil ter que ouvir aqueles lamentos, sem nada poder fazer! Arrancada da paralisia, tentei dar um passo, mas Sol berrou ainda mais. Voltei atrás. Ele aliviou. Parou de berrar por instantes. Voltou a soluçar, o corpo tremendo em convulsões. Não! Ele passou a língua pelos lábios, como um réptil, e passou a dedilhar o acordeão. Arrancou notas assassinas de seu coração. Nunca ouvira então canção mais triste que aquela.

"Acreditei, corri e vivi

Ouvi sua doce voz

Abri os olhos, mas a névoa os fechou

Então o que eu vi?

Dor, amor e paixão

A traição foi minha liberdade

A liberdade foi sedução

Deixei levar sua visão

Não pude ficar no mesmo lugar"

    A música perdeu seu tom, apenas ficando o acordeão a alardear. Pensei que tivesse acabado, mas os murmúrios ensandecidos de Sol voltaram como uma forte lufada, retirando meu ar e enfim me fazendo perceber por que ele tanto me olhava, e o que a música significava.

"Mas dita a lua, alva e bela

Rubra prata que lhe era

Correu o corpo em outras mãos

Não minhas mãos

Sol fugiu, correndo da lua

De sua bela alma, alma pura

Sangrenta alma...

Seja ela, alva"

    A última nota ressoou, pairando no ar por tanto tempo que não soube distinguir a tênue linha da loucura, correndo junto a ela. Sol estava parado a poucos metros de mim, estático, arreganhando os dentes em um sorriso louco, debulhando-se em lágrimas e apertando com tanta força seu acordeão que seria capaz de quebrá-lo. Por um milagre, um acaso do destino, um dos fachos de luz que pairava nas copas das árvores descobriu uma pequena brecha, e, involuntariamente - até hoje penso se realmente o foi - deitou sobre minha roupa. No mesmo instante o dourado fundiu-se com as peles brancas que eu vestia, dando-as um tom prateado - não sei muito bem como isso foi possível - e Sol soltou o acordeão, pendendo sua mão frouxa ao lado do corpo, franzindo o rosto com medo evidente.

    Não me pergunte a total veracidade do que aconteceu nas próximas linhas; nem eu mesma acreditei no que presenciei. Mas o que penso que vi, posso lhe contar. Sol deixou o instrumento ir de encontro ao chão, colocou as mãos sobre o rosto e agachou-se, jogando o corpo violentamente para baixo. Suas mãos sujas, incrustadas de sujeira velha e nova, começaram a alongar-se, fazendo crescer as unhas pontiagudas e nascer pelos por todo o braço. O som de sua roupa rasgando podia ser ouvido mesmo a distância, rompendo as costuras tão antigas. Sol levantou os olhos para mim, escorrendo as mãos horrendas pelo rosto marcado, transfigurado em terríveis linhas demoníacas. Com o que parecia ser um uivo entrecortado aos soluços, pulou de seu lugar e fugiu. Imaginei que viesse em minha direção, mas não. Talvez, minha beleza fosse demais para ele... sua loucura era sádica e arrebatadora.

    Vovó! Meu Deus, ele está correndo na direção da casa de minha avó, logo pensei! Sem dar-me conta larguei a cesta de doces atrás de mim e corri como nunca antes, voando tão rápida quanto o vento matinal. Saltei montes de terra e grama, sem me importar com os galhos que abriam vincos e minha pele e esgarçavam o vestido novo. Voei como um pássaro, ágil e veloz. Não contei o tempo que levei, os quilômetros que percorri, nem dei-me conta que o sol já se punha. Alguns quilômetros à frente, quase no coração da floresta, onde residia minha encarquilhada avó, tive o rápido vislumbre de uma sombra enorme erguendo-se imponente. Percebi então quem era, mesmo transfigurado. Sol, com dois metros de altura, pelos negros e emaranhados, exalava o cheiro forte de sangue seco e leite coalhado. Meu coração confrangeu-se no peito, um aperto único e fatal. De relance, via a porta escancarada, a trilha vermelha, as marcas na neve. Cheguei tarde demais, e aquela seria a imagem que pelos dez anos seguintes atormentaria e transformaria para sempre minha vida. Nas caóticas cenas seguintes, um borrão de homem e lobo misturou-se e em um só, arrancando-me da inércia do medo. Sangue jorrou aos borbotões de um corte profundo e mortal logo abaixo do pescoço grosso da fera, espirrando para todos os lados o líquido rubro e pegajoso, e lavando minhas vestes tão puras e simples, fumegando-me os olhos ardentes. Em um golpe de misericórdia, com um enorme machado afiado, o homem a quem eu não conhecia, não vira e não sabia ao menos de onde surgira, tirou a vida do lobo assassino, carregando, assim, a minha inocência.

Estudante de história, nerd, bookaholic, escritor, gamer, palestrante, publiquei uma trilogia chamada Seraf e os Artefatos Místicos. Agora vivo escrevendo palavras soltas por aí :)