O Planeta dos Macacos

O Planeta dos Macacos

 

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Autor: Pierre Boulle

Idioma Original: Francês

Número de Páginas: 216

ISBN: 9788576572138

Editora: Aleph

 

 

 

   

 

 

 

Sinopse

 

Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira.

Resenha

          Durante a semana toda anteontem fiquei pensando seriamente em qual livro seria o escolhido para a primeira resenha do site. O vencedor foi O Planeta dos somos todos Macacos! Acho que acabei escolhendo esse por duas razões: pelo que eu vejo a literatura francesa tem muito potencial, e mesmo assim 90% dos livros vendidos/resenhados são de americanos what’s up? . O segundo motivo para a escolha desse livro foi o filme HORRÍVEL feito em 1968 pelos dito cujos americanos que adoram puxar sardinha para o seu lado. Antes de me xingarem entendam; eu gostei do filme, da atuação e tudo mais, mas o roteiro inteiro é absurdamente o oposto do livro e colocar a estátua da liberdade enterrada na praia foi ridículo. A começar pelos nomes dos personagens humanos, eles foram todos trocados. Ylysse Mérou, o personagem principal, é substituído por Taylor, e o professor Antelle e seu companheiro Levain deixam de ser importantes, sofrendo mudanças de posição na história que não me agradaram. Mas enfim, agora que já justifiquei minha escolha vamos ao livro ^^ que é muito melhor . A história começa com o casal Jin e Phillis (peça chave na história). Eles estão flutuando em sua minúscula nave particular durante a lua de mel quando acabam encontrando uma garrafa "boiando" no espaço. Lá dentro há tantas páginas escritas que percebem não se tratar apenas de uma carta na garrafa: é um livro contado uma estranha distopia. As primeiras palavras escritas soam como um pedido de socorro, um grito no vazio avisando que o planeta Terra corre perigo. Ulysse toma a frente e narra toda a história na garrafa, e nós descobrimos que ele é um jornalista parisiense viajando na companhia do renomado professor Antelle e seu ajudante, o físico Levain. Eles estão numa jornada em busca do sistema Betelgeuse, por pura curiosidade. Chegando lá descobrem um planeta com as mesmas características da terra, e vejam só, respirável! Sim, há oxigênio no ar no mesmo estado do da terra. Ulysse nomeia o planeta como Soror e segue explorando na companhia de seus amigos e de um chimpanzé, que logo é morto na primeira interação que tem com um habitante do planeta desconhecido, uma selvagem chamada Nova. Ela torce o pescoço do animal como se tivesse medo dele, e tenta a todo custo ficar longe das roupas dos viajantes do espaço com tanto afinco que chega a ser engraçado. Mas tem um motivo, é claro. No planeta Soror a raça que se desenvolveu ao máximo não foi a humana: os macacos, divididos entre chipanzés, orangotangos e gorilas andam de carro, tiram o ciso, brincam de boneca e andam com humanos em coleiras é relevante dizer que eles ficam pelados como cachorros. E Ulysse, separado de seus colegas, passa a ter sentimentos pela selvagem Nova depois de ser capturado pelos macacos. Durante todo o livro ele tenta convencer seus captores de que é um ser racional, chegando até a aprender a linguagem dos símios e ensinando a sua língua a sua médica (ou veterinária) Zira, uma chimpanzé. O enredo é muito interessante; Pierre Boulle faz uma troca de posições entre homens e macacos, mostrando como seria um mundo em que as cobaias de experimentos científicos não tem rabo e bunda rosa. Se você tem, me desculpe. Vale a pena pegar o livro para ler! Ele atualmente está publicado pela editora Aleph, com uma capa e diagramação incríveis!

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 Este livro foi ótimo!

Estudante de história, nerd, bookaholic, escritor, gamer, palestrante, publiquei uma trilogia chamada Seraf e os Artefatos Místicos. Agora vivo escrevendo palavras soltas por aí :)

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